quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Observado O maior Buraco Negro Já Encontrado


Imaginemos que estamos cada vez mais próximo de algumas respostas paras as perguntas sobre a origem da terra, o Tempo,Universo a existência. 
O Telescópio Magalhães do observatório Las Campanas, no Chile avistou pela primeira vez um quasar com um buraco negro Supermaciço, com 800 milhões de vezes a massa do nosso Sol. É o mais antigo e o mais distante buraco negro alguma vez observado.


* é um objecto astronómico distante e poderosamente energético com um núcleo galáctico activo, de tamanho maior que o de uma estrela, porém menor do que o mínimo para ser considerado uma galáxia



Fonte :REVISTA DE IMPRENSA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nasa Descobre Novos Sistemas Solares com chances de Planetas idênticos a terra

Segundo a agência espacial norte-americana, um time internacional de astrônomos descobriu um sistema solar composto não por um, mas por sete planetas do tamanho da Terra, e as medições realizadas pelos cientistas indicaram todos eles podem ser rochosos. E tem mais: pelo menos três desses mundos se encontram orbitando na zona habitável de sua estrela, o que significa que eles podem, potencialmente, abrigar água em sua forma líquida.



esse sistema se encontra relativamente perto de nós, a cerca de 40 anos-luz de distância, na constelação de Aquário. Os planetas orbitam ao redor de uma anã vermelha — uma classe de estrela mais fria e com brilho mais tênue — chamada Trappist-1, cuja massa corresponde a apenas 8% da massa do nosso Sol, e foram batizados de momento pelas siglas Trappist B ao H.

Este é o sistema solar com o maior número de planetas rochosos e que potencialmente poderiam abrigar água em sua forma líquida na superfície já descoberto até agora


Este é o sistema planetário com o maior número de mundos com dimensões semelhantes às da Terra e que potencialmente abrigam água já descoberto até agora, e seria semelhante ao sistema formado por Júpiter e suas luas, Calisto, Io, Europa e Ganímedes. Na verdade, os cientistas voltaram sua atenção para esse sistema em maio do ano passado, depois que eles detectaram a existência de três planetas orbitando ao redor da Trappist-1.

A confirmação de que havia mais planetas nesse sistema solar só aconteceu nos meses seguintes, depois que diversos telescópios aqui da Terra foram apontados para a estrela. Os astrônomos sabem que os mundos de B a G existem com certeza e são possivelmente rochosos, mas ainda precisam confirmar que o H realmente está lá.

Os astrônomos ainda têm muito o que descobrir sobre o sistema planetário


O planeta que se encontra mais próximo da Trappist-1, o B, demora apenas um dia para completar uma órbita ao redor da estrela, enquanto que o que está mais distante leva 12. Além disso, os três primeiros provavelmente se situam perto demais de seu sol e, portanto, podem ser quentes demais para abrigar água líquida, enquanto que o H (se sua existência for confirmada) se encontra muito distante, o que significa que ele pode ser um mundo gelado.

Entretanto, os demais planetas, Trappist E, F e G, se encontram na distância ideal para abrigar água líquida em sua superfície e poderiam, potencialmente, abrigar formas de vida. Ademais, esse sistema é bastante compacto e organizado, já que seus planetas se encontram em um mesmo plano — tal como o nosso sistema solar —, suas órbitas seguem um ritmo periódico e a gravidade de cada mundo influencia a órbita do planeta que se encontra mais próximo.
Com relação à possibilidade de esses planetas abrigarem formas de vida, os astrônomos disseram que ainda é cedo demais para dizer. Entretanto, eles explicaram que a Trappist-1 é uma estrelinha bem jovem e consome hidrogênio a um ritmo tão lento, que ela ainda deve “viver” por mais 10 trilhões de anos.
Sendo assim, mesmo que não existam organismos vivos por lá ainda, quando o nosso Sol morrer, daqui alguns bilhões de anos, isso terá dado tempo suficiente para que alguma forma de vida possa evoluir em um dos planetas que orbitam ao redor da estrela anã. Seja como for, os astrônomos passarão os próximos anos estudando esse sistema planetário, portanto, teremos que aguardar por mais novidades!

Fonte:www.megacurioso.com.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Comparação dos Planetas

ALMA obtém imagens inéditas do Sol

Foto cedida em 17 de janeiro de 2017 pelo European Southern Observatory mostra imagem feita pelo radiotelescópio ALMA de uma mancha solar



O radiotelescópio ALMA, situado no norte do Chile, obteve imagens inéditas e detalhadas de uma mancha solar e da cromosfera do Sol, o que converte este instrumento em uma importante fonte para o estudo do astro.
Entre 2014 e 2016, uma equipe de astrônomos do Chile, Japão e Estados Unidos apontou pela primeira vez as antenas do Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array (ALMA) para o Sol e conseguiu captar detalhes surpreendentes do centro escuro e retorcido de uma mancha solar, junto à luz emitida em comprimentos de onda milimétricos pela cromosfera, uma das camadas menos conhecidas do astro, registros nunca antes obtidos.
"É um grande êxito para o ALMA, um momento mágico para a comunidade solar", afirmou nesta terça-feira Pierre Cox, diretor do observatório, durante uma coletiva de imprensa em Santiago.
Os astrônomos utilizaram até 50 das 66 antenas do radiotelescópio situado a mais de 5.000 metros de altitude na Planície Chajnantor, sobre o deserto do Atacama.
O ALMA alcançou comprimentos de onda de entre 110 e 230 GHZ, equivalentes a um e três milímetros, que permitiriam estudar todo o espectro magnético através de comprimentos de ondas longas, que os telescópios solares que estudam o astro não conseguem alcançar.
Com isto, o ALMA demonstra sua capacidade de estudar a atividade solar, apesar de ter sido projetado para observar particularmente objetos de pouca luz e muito distantes no universo, afirmaram os especialistas.
"Nenhum outro telescópio pode observar o sol com a capacidade de antenas que o ALMA tem", afirmou Antonio Hales, astrônomo chileno e membro da equipe que obteve as imagens do Sol.
Após as imagens serem divulgadas, o ALMA recebeu 54 propostas científicas para estudar o Sol, das quais 15 foram qualificadas como prioritárias pela direção do radiotelescópio.
"Esperamos nos próximos anos estudar em maiores frequências a polarização do Sol, as estruturas do campo magnético, as erupções solares e coincidir os resultados com estudos anteriores", afirmou Cox.
Os especialistas esperam, ainda, que as observações do ALMA ajudem a compreender as características de outras estrelas e que colaborem na busca de outros planetas.
O ALMA, que começou a explorar o universo em outubro de 2011, é um empreendimento conjunto no qual participam a Europa, Estados Unidos e Japão, em cooperação com o Chile.

“Planeta 9” orbitando nosso sol pode ter vindo de fora do sistema solar



No ano passado, os cientistas viram sinais de que havia algo enorme e invisível espreitando nosso sistema solar.
Acredita-se que o planeta gigante e oculto, possui 10 vezes a massa da Terra. Ele demoraria 10.000 a 20.000 anos para dar a volta no sol.
Mas a história do Planeta 9 pode ser ainda mais estranha: os cientistas acreditam que ele era um planeta flutuante, à deriva, que pode ter sido capturado pelo nosso sistema solar.
James Vesper, da Universidade do Estado do Novo México, disse durante uma conferência de imprensa da American Astronomical Society que é bem “plausível que o Planeta 9 tenha sido capturado pelo nosso sistema solar”.
Vesper e seus colegas simularam 156 diferentes encontros entre nosso sistema solar e corpos celestes.
Vesper escreveu: “Planetas flutuantes, à deriva, podem ser abundantes na galáxia. Vários têm sido observados na nossa vizinhança solar.”
“Eles podem superar em números até mesmo as estrelas, e podem ser parcialmente responsáveis pela matéria escura na galáxia, como resultado da formação circumbinar do planeta.”
“Especulamos que há vários desses planetas flutuantes, então o Planeta 9 pode ser um deles.”


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

MISTÉRIO POR TRÁS DO NASCIMENTO DOS ANÉIS DE SATURNO







Uma equipa de investigadores apresentou um novo modelo para a origem dos anéis de Saturno com base em resultados de simulações de computador. Os resultados das simulações são também aplicáveis a anéis de outros planetas gigantes e explicam as diferenças composicionais entre os anéis de Saturno e Úrano. Os achados foram publicados dia 6 de outubro na edição online da Icarus.

Os planetas gigantes do nosso Sistema Solar têm anéis muitos diversos. As observações mostram que os anéis de Saturno são constituídos por mais de 95% de partículas geladas, enquanto os anéis de Úrano e Neptuno são mais escuros e podem ter um maior conteúdo rochoso. Desde que os anéis de Saturno foram observados pela primeira vez no século XVII, a investigação dos anéis cresceu de telescópios terrestres até naves como as Voyager ou a Cassini. No entanto, a origem dos anéis ainda não era clara e os mecanismos que levaram aos diversos sistemas de anéis eram desconhecidos.


O estudo presente centrou-se no período chamado Último Grande Bombardeamento que se pensa ter ocorrido há 4 mil milhões de anos atrás no nosso Sistema Solar, quando os planetas gigantes passaram por uma migração orbital. Pensa-se que existiam vários milhares de objetos com o tamanho de Plutão (um-quinto do tamanho da Terra) oriundos da Cintura de Kuiper para lá de Neptuno. Primeiro, os cientistas calcularam a probabilidade de estes objetos passarem perto o suficiente dos planetas gigantes para serem destruídos pelas forças de maré durante o Último Grande Bombardeamento. Os resultados mostraram que Saturno, Úrano e Neptuno tiveram encontros próximos com estes corpos celestes múltiplas vezes.


Seguidamente, o grupo usou simulações de computador para investigar a perturbação destes objetos da Cintura de Kuiper devido a forças de maré quando passaram pela vizinhança dos planetas gigantes (figura a). Os resultados das simulações variam dependendo das condições iniciais, como a rotação dos objetos em passagem e da sua aproximação mínima ao planeta. No entanto, descobriram que, em muitos casos, os fragmentos entre 0,1 e 10% da massa inicial dos objetos passageiros foram capturados em órbitas em redor do planeta (figuras a, b). Descobriu-se que a massa combinada destes fragmentos capturados é suficiente para explicar a massa dos anéis em redor de Saturno e Úrano. Por outras palavras, estes anéis planetários foram formados quando objetos suficientemente grandes passaram muito perto dos gigantes e foram destruídos.

Os investigadores também simularam a evolução a longo prazo dos fragmentos capturados, usando supercomputadores do Observatório Astronómico Nacional do Japão. A partir destas simulações, descobriram que os fragmentos capturados com um tamanho inicial de vários quilómetros devem ter sofrido colisões a alta-velocidade, repetidamente, e gradualmente ter sido quebrados em pedaços pequenos. Estas colisões entre fragmentos também circularizaram as órbitas e levaram à formação dos anéis observados atualmente (figuras b, c).

Este modelo também pode explicar as diferenças de composição entre os anéis de Saturno e de Úrano. Em comparação com Saturno, Úrano (e também Neptuno) tem uma maior densidade (a densidade média de Úrano é 1,27 g cm-3 e a de Neptuno é 1,64 g cm-3, enquanto a de Saturno é de 0,69 g cm-3). Isto significa que nos casos de Úrano e Neptuno, os objetos que passam muito perto da sua vizinhança podem sofrer forças de maré extremamente fortes (Saturno tem uma densidade mais baixa e uma maior relação diâmetro-massa, de modo que se os objetos passam demasiado perto colidem com o próprio planeta). Como resultado, se os objetos da Cintura de Kuiper tiverem estruturas em camadas, como um núcleo rochoso com um manto gelado, e passarem bastante perto de Úrano e Neptuno, além do manto gelado, até o núcleo rochoso será destruído e capturado, formando anéis. Isto explica as diferentes composições dos anéis.



Estes resultados ilustram que os anéis dos planetas gigantes são subprodutos naturais do processo de formação planetária do nosso Sistema Solar. Isto implica que os planetas gigantes descobertos em redor de outras estrelas têm, provavelmente, anéis formados por um processo semelhante. Há pouco tempo foi divulgada a descoberta de um sistema de anéis em torno de um exoplaneta, e as descobertas adicionais de anéis e satélites em redor de exoplanetas irá avançar a nossa compreensão da sua origem.






sexta-feira, 22 de abril de 2016

9 Galáxias Anãs são Descobertas Orbitando a Via Láctea



Astrônomos analisaram dados de imagem do Dark Energy Survey para descobrir nove novos potenciais galáxias anãs que orbitam a nossa própria galáxia – é o maior número já descoberto de uma vez. Os resultados, publicados como dois estudos disponíveis no arXiv, podem ajudar a explicar alguns dos mistérios sobre a matéria escura, a substância invisível que mantém as galáxias juntas.
A matéria escura representa 25% de toda a matéria e energia do universo, e sua presença só é conhecida através de sua atração gravitacional. Galáxias anãs contém até 99% de matéria escura, deixando apenas 1% de matéria observável. Três das novas satélites são definitivamente galáxias anãs, e as outras poderiam ser galáxias anãs, mas elas também poderim ser aglomerados globulares. Estes são como galáxias anãs, exceto que eles não são mantidos em conjunto com a matéria escura.
Estas são as primeiras galáxias anãs a serem descobertas desde que dezenas foram vistas em 2005 e 2006 a partir do hemisfério norte. As nove novas satélites foram encontrados em um pequeno pedaço de céu do hemisfério sul, perto das galáxias irregulares Grande e Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores [galáxias] anãs em órbita da Via Láctea. Estes novos objetos são cerca de um milhão de vezes menos massivos e um bilhão de vezes mais fracos do que a Via Láctea, que contém centenas de bilhões de estrelas. É por isso que tem sido tão difíceis de serem encontrados.
As distâncias variam de cerca de 95.000 anos-luz a 1,2 milhões de anos-luz da Terra. A mais próxima está localizada na constelação do Retículo a meio caminho das Nuvens de Magalhães, e está em vias de ser dilacerada pelas forças de maré. O mais distante dos objetos está na constelação de Eridanus à margem da Via Láctea, e que está prestes a ser atraída pela nossa galáxia.
“Estes resultados são muito intrigantes”, diz Wyn Evans, de Cambridge, em um comunicado à imprensa. “Talvez elas eram satélites que orbitavam as Nuvens de Magalhães e foram expulsas pela interação da Pequena e Grande Nuvem de Magalhães. Talvez elas fizessem parte de um grupo gigantesco de galáxias que, juntamente com as Nuvens de Magalhães, estão sendo atraídas em direção em nossa Via Láctea”.
Seis das nove galáxias recém-descobertas são rotuladas nesta imagem com as Nuvens de Magalhães e o Observatório de Paranal, no deserto do Atacama, no Chile. As outras três estão fora do campo de visão.
Dark Energy Survey, com sede no Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, procura fotografar o céu do hemisfério sul em detalhes sem precedentes usando sua Câmera de Matéria Escura de 570 megapixels. Montada em um telescópio no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, na Cordilheira dos Andes, no Chile, a câmera faz com que seja possível ver galáxias até 8 bilhões de anos-luz de distância. Estas novas descobertas foram feitas de forma independente por pesquisadores de Cambridge liderados por Sergey Koposov e uma equipe do Fermilab liderada por Alex Drlica-Wagner. [IFLScience]