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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Nasa Descobre Novos Sistemas Solares com chances de Planetas idênticos a terra

Segundo a agência espacial norte-americana, um time internacional de astrônomos descobriu um sistema solar composto não por um, mas por sete planetas do tamanho da Terra, e as medições realizadas pelos cientistas indicaram todos eles podem ser rochosos. E tem mais: pelo menos três desses mundos se encontram orbitando na zona habitável de sua estrela, o que significa que eles podem, potencialmente, abrigar água em sua forma líquida.



esse sistema se encontra relativamente perto de nós, a cerca de 40 anos-luz de distância, na constelação de Aquário. Os planetas orbitam ao redor de uma anã vermelha — uma classe de estrela mais fria e com brilho mais tênue — chamada Trappist-1, cuja massa corresponde a apenas 8% da massa do nosso Sol, e foram batizados de momento pelas siglas Trappist B ao H.

Este é o sistema solar com o maior número de planetas rochosos e que potencialmente poderiam abrigar água em sua forma líquida na superfície já descoberto até agora


Este é o sistema planetário com o maior número de mundos com dimensões semelhantes às da Terra e que potencialmente abrigam água já descoberto até agora, e seria semelhante ao sistema formado por Júpiter e suas luas, Calisto, Io, Europa e Ganímedes. Na verdade, os cientistas voltaram sua atenção para esse sistema em maio do ano passado, depois que eles detectaram a existência de três planetas orbitando ao redor da Trappist-1.

A confirmação de que havia mais planetas nesse sistema solar só aconteceu nos meses seguintes, depois que diversos telescópios aqui da Terra foram apontados para a estrela. Os astrônomos sabem que os mundos de B a G existem com certeza e são possivelmente rochosos, mas ainda precisam confirmar que o H realmente está lá.

Os astrônomos ainda têm muito o que descobrir sobre o sistema planetário


O planeta que se encontra mais próximo da Trappist-1, o B, demora apenas um dia para completar uma órbita ao redor da estrela, enquanto que o que está mais distante leva 12. Além disso, os três primeiros provavelmente se situam perto demais de seu sol e, portanto, podem ser quentes demais para abrigar água líquida, enquanto que o H (se sua existência for confirmada) se encontra muito distante, o que significa que ele pode ser um mundo gelado.

Entretanto, os demais planetas, Trappist E, F e G, se encontram na distância ideal para abrigar água líquida em sua superfície e poderiam, potencialmente, abrigar formas de vida. Ademais, esse sistema é bastante compacto e organizado, já que seus planetas se encontram em um mesmo plano — tal como o nosso sistema solar —, suas órbitas seguem um ritmo periódico e a gravidade de cada mundo influencia a órbita do planeta que se encontra mais próximo.
Com relação à possibilidade de esses planetas abrigarem formas de vida, os astrônomos disseram que ainda é cedo demais para dizer. Entretanto, eles explicaram que a Trappist-1 é uma estrelinha bem jovem e consome hidrogênio a um ritmo tão lento, que ela ainda deve “viver” por mais 10 trilhões de anos.
Sendo assim, mesmo que não existam organismos vivos por lá ainda, quando o nosso Sol morrer, daqui alguns bilhões de anos, isso terá dado tempo suficiente para que alguma forma de vida possa evoluir em um dos planetas que orbitam ao redor da estrela anã. Seja como for, os astrônomos passarão os próximos anos estudando esse sistema planetário, portanto, teremos que aguardar por mais novidades!

Fonte:www.megacurioso.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2016

9 Galáxias Anãs são Descobertas Orbitando a Via Láctea



Astrônomos analisaram dados de imagem do Dark Energy Survey para descobrir nove novos potenciais galáxias anãs que orbitam a nossa própria galáxia – é o maior número já descoberto de uma vez. Os resultados, publicados como dois estudos disponíveis no arXiv, podem ajudar a explicar alguns dos mistérios sobre a matéria escura, a substância invisível que mantém as galáxias juntas.
A matéria escura representa 25% de toda a matéria e energia do universo, e sua presença só é conhecida através de sua atração gravitacional. Galáxias anãs contém até 99% de matéria escura, deixando apenas 1% de matéria observável. Três das novas satélites são definitivamente galáxias anãs, e as outras poderiam ser galáxias anãs, mas elas também poderim ser aglomerados globulares. Estes são como galáxias anãs, exceto que eles não são mantidos em conjunto com a matéria escura.
Estas são as primeiras galáxias anãs a serem descobertas desde que dezenas foram vistas em 2005 e 2006 a partir do hemisfério norte. As nove novas satélites foram encontrados em um pequeno pedaço de céu do hemisfério sul, perto das galáxias irregulares Grande e Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores [galáxias] anãs em órbita da Via Láctea. Estes novos objetos são cerca de um milhão de vezes menos massivos e um bilhão de vezes mais fracos do que a Via Láctea, que contém centenas de bilhões de estrelas. É por isso que tem sido tão difíceis de serem encontrados.
As distâncias variam de cerca de 95.000 anos-luz a 1,2 milhões de anos-luz da Terra. A mais próxima está localizada na constelação do Retículo a meio caminho das Nuvens de Magalhães, e está em vias de ser dilacerada pelas forças de maré. O mais distante dos objetos está na constelação de Eridanus à margem da Via Láctea, e que está prestes a ser atraída pela nossa galáxia.
“Estes resultados são muito intrigantes”, diz Wyn Evans, de Cambridge, em um comunicado à imprensa. “Talvez elas eram satélites que orbitavam as Nuvens de Magalhães e foram expulsas pela interação da Pequena e Grande Nuvem de Magalhães. Talvez elas fizessem parte de um grupo gigantesco de galáxias que, juntamente com as Nuvens de Magalhães, estão sendo atraídas em direção em nossa Via Láctea”.
Seis das nove galáxias recém-descobertas são rotuladas nesta imagem com as Nuvens de Magalhães e o Observatório de Paranal, no deserto do Atacama, no Chile. As outras três estão fora do campo de visão.
Dark Energy Survey, com sede no Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, procura fotografar o céu do hemisfério sul em detalhes sem precedentes usando sua Câmera de Matéria Escura de 570 megapixels. Montada em um telescópio no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, na Cordilheira dos Andes, no Chile, a câmera faz com que seja possível ver galáxias até 8 bilhões de anos-luz de distância. Estas novas descobertas foram feitas de forma independente por pesquisadores de Cambridge liderados por Sergey Koposov e uma equipe do Fermilab liderada por Alex Drlica-Wagner. [IFLScience]

Confirmação de Plasmas Tubulares Gigantes Flutuando sobre a Terra

Temos nos deparados com constantes teorias e descobertas sobre o universo e o mundo físico, abrimos a mente e para tal confiamos inteiramente nas descobertas da Física, Geologias...e outras Ciências. Temos nos deparados com constantes teorias e descobertas sobre o universo e o mundo físico, De frisar que ao longo dos temos cada descoberta surpreendente desafia anterior e a anterior desafia a posterior e assim vice versa.

hoje o retrato foca-se na descoberta de Cleo Loi estudante Australiana da Escola de Física na Universidade de Sydney, que confirma a existência de estruturas de plasma tubulares nas camadas interiores da magnetosfera em torno da Terra.

Loi é a principal autora desta pesquisa, feita como parte de sua tese de graduação premiada e publicada na revista Geophysical Research Letters.



“A descoberta das estruturas é importante porque elas causam distorções de sinal indesejadas que poderiam, como um exemplo, afetar nossos sistemas civis e militares de navegação por satélite.  Então, precisamos entendê-las “, disse ela.
A região do espaço em torno da Terra ocupada pelo seu campo magnético, chamada magnetosfera, é preenchida com plasma criado pela atmosfera sendo ionizado pela luz solar.
A camada mais interna da magnetosfera é a ionosfera, e acima disso está a plasmasfera. Elas são incorporadas com uma variedade de estruturas de plasma de forma estranha, incluindo os tubos.
“Nós medimos sua posição estando a cerca de 600 km acima do solo, na ionosfera superior, e elas parecem estar continuando para cima na plasmasfera. Isso é onde a atmosfera neutra termina, e nós estamos fazendo a transição para o plasma do espaço exterior”, disse Loi.
Usando a matriz Murchison Widefield, um radiotelescópio no deserto da Austrália Ocidental, Loi descobriu que podia mapear grandes áreas do céu e explorar os recursos de fotos rápidas da matriz para criar um filme – capturando eficientemente os movimentos em tempo real do plasma.

Loi foi premiada com o Prêmio 2015 da Sociedade Astronômica da Austrália por seu trabalho. [ScienceAlert]   

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem maior sistema solar do universo

Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.
“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana.

Planeta: ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã
Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140.
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Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.
Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.
Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.

Sedna: O nono Planeta

As raízes da descoberta de Brown e Batygin vêm de outro objeto distante do sistema solar encontrado por Brown. Sedna é um objeto estranho em uma órbita curiosa, que não condiz com o comportamento de outros objetos distantes (incluindo Plutão) no que é chamado de Cinturão de Kuiper. Quando os astrônomos Chad Trujillo e Scott Sheppard descobriram um segundo objeto semelhante à Sedna em uma órbita estranha, Brown e Batygin ficaram desconfiados.
Aparentemente os seis objetos mais proeminentes nas partes mais distantes do sistema solar têm órbitas que apontam para a mesma direção e se aproximam do sol em locais muito similares. As chances disso acontecer apenas pelo acaso foram estimadas por Batygin como sendo astronômicas. De repente, os cientistas — que haviam dado início ao processo com o objetivo de provar que não existia um grande planeta ainda não descoberto em nosso sistema solar — começaram a pensar se esta hipótese realmente seria verdade. Quando eles descobriram que suas projeções para o Planeta Nove eram capazes de prever com precisão a existência de alguns outros objetos estranhos e distantes no sistema solar, as coisas começaram a fazer mais sentido.

A órbita excêntrica do Planeta Nove. (Imagem: Caltech/R. Hurt (IPAC)

Ainda assim, sem uma evidência visual, o Planeta Nove se mantém como uma teoria — e muitos astrônomos se mantêm céticos. Scott Sheppard disse ao Washington Post que dá 60% de chance de que ele seja real. A revista Scientific American afirma que o cientista planetário Hal Levison expressou um grande ceticismo: “Eu já vi muitas, muitas alegações na minha carreira, e todas elas estavam erradas.” Brown está (como esperado) mais confiante em relação à descoberta, estimando suas chances em 90%. E o teórico Alessandro Morbidelli se mostrou muito entusiasmado, dizendo ao New York Times: “Eu apostaria dinheiro nisso. Apostaria U$10.000.”

Mas ele é realmente um planeta?

Dado o status único de Brown como o assassino de Plutão, vale a pena considerar se um objeto tão estranho e tão longe do sistema solar poderia se encaixar na nossa definição atual de planeta. Brown defendeu sua tese em seu próprio website: “Não importa onde ele está, a única coisa que nós sabemos ao certo sobre o Planeta Nove é que ele está dominando a borda externa do sistema solar,” ele escreveu. “Isso é suficiente para transformá-lo em um planeta pelos cálculos de qualquer um.”
Se o Planeta Nove realmente existe, como ele é? Ainda não se sabe. Brown sugeriu que ele pode ter um núcleo de pedras e gelo com uma atmosfera leve, ou pode ser mais como Urano ou Netuno, um núcleo de pedras com uma camada de gases maior ao seu redor.
Mesmo se o Planeta Nove for observado em breve, vai demorar para que saibamos mais sobre ele. Sua localização é tão longínqua que provavelmente levaríamos décadas para considerar a possibilidade de enviar uma sonda para explorá-lo. (Vale lembrar que acabamos de visitar Plutão com a aeronave New Horizons — uma missão que levou quase uma década para chegar ao seu destino final, e este novo planeta está muito mais distante do que o ex-planeta do nosso sistema.) Como sempre, cada nova descoberta apresenta diversas novas perguntas aos astrônomos.

Fonte:Jason Snell | yahoo

terça-feira, 30 de junho de 2015

Nave espacial Messenger, da NASA, detecta campo magnético de 4 bilhões de anos em Mercúrio



Usando dados obtidos a partir da já extinta nave espacial Messenger, da NASA, os cientistas mostraram que o campo magnético de Mercúrio poderia ter de 4 bilhões de anos, ultrapassando o da Terra em 400 milhões de anos.

Lançada em 2004, a sonda Messenger chegou à órbita de Mercúrio em 2011 e circulou o planeta por quatro anos, geralmente em altitudes variáveis entre 500 e 200 km. Depois de ficar sem combustível, a nave espacial terminou sua missão de 11 anos ao colidir com a superfície do planeta, em 30 de abril.
Porém, durante vários meses antes do trágico final, a sonda foi capaz de orbitar cada vez mais perto da superfície, registrando o solo rochoso de Mercúrio em detalhes sem precedentes, fornecendo uma nova visão sobre a história e evolução do planeta mais próximo de nosso Sol.
Agora, após a análise dos dados de uma série destas averiguações em baixa altitude - algumas a apenas 15 km do solo - os pesquisadores foram capazes de detectar vestígios de magnetização em antigas rochas na crosta, que eles dizem ser um sinal revelador de um campo magnético planetário, com cerca de 4 bilhões de anos.


Evidências de um campo magnético e de um grande núcleo rico em ferro em Mercúrio, foram descobertas pela primeira vez, pela sonda Mariner 10, da NASA, em seus três voos rasantes no planeta, realizados em 1974. Messenger confirmou a presença deste campo magnético e estimou sua data.
"Até esta observação, tudo o que nós sabíamos sobre a longevidade do campo magnético, ficou por conta da observação da missão Mariner 10",disse Catherine Johnson, geofísica planetária e principal autora do estudo, da Universidade de British Columbia, no Canadá. "Então, agora sabemos que havia um campo a cerca de quatro bilhões de anos, sobrepondo a interpretação mais simples, que seria a de que Mercúrio realmente teve um campo magnético”.
Gerado pelo movimento do líquido derretido dentro do profundo núcleo do planeta - processo conhecido como geodínamo - o campo magnético é semelhante ao da Terra, só que muito mais fraco. Agora, os cientistas acreditam que ele poderia ser alguns bilhões de anos mais velho, embora os dois planetas tenham se formado ao mesmo tempo, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás.
Para identificar os campos magnéticos fracos presentes na crosta de Mercúrio, Messenger teve que ignorar a interferência magnética a partir de uma gama de outras fontes, incluindo o próprio campo magnético global, e as interações entre este campo e ventos solares, que geram correntes eletromagnéticas.
As assinaturas magnéticas remanescentes foram detectadas em duas regiões ricas em crateras: a Suisei Planitia, e outra área marcada por grandes elevações, conhecida como Carnegie Rupes.
Segundo Stuart Gary, assim que os pesquisadores determinaram as datas das rochas magnetizadas. Uma área que está mais cheia de crateras tem sofrido mais impactos de asteroides e meteoros do que outras áreas, e por isso, é mais velha.
A missão Messenger já revelou muito sobre um dos nossos vizinhos mais próximos e, provavelmente, continuará revelando. "A missão foi planejada, originalmente, para durar um ano, ninguém esperava que ele fosse adiante. A ciência oriunda destas observações recentes é realmente interessante, e o que nós aprendemos sobre o campo magnético é apenas a primeira parte dela”, concluiu Johnson.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim



O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.
Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.
"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.
Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.
Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.


Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”,completou.
Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.
"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.
No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.
A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

domingo, 28 de junho de 2015

Galáxia a 13,1 bilhões de anos-luz

Astrônomos dizem ter encontrado a galáxia mais distante do Universo, chamada EGS-zs8-1, estando a 13,1 bilhões de anos-luz de distância.



O cálculo foi permitido porque a luz tomou essa quantidade de tempo para chegar até nós. Os especialistas estão considerando que, no momento da medição, o Universo tinha apenas cinco por cento de sua idade atual. A descoberta oferece uma rara oportunidade para ver como as galáxias começaram a tomar forma, quando o cosmos ainda eram muito jovens.
A galáxia já tinha sido encontrado pelos telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa, mas sua distância só foi confirmada agora, com a utilização do Observatório W.M. Keck, de 10 metros, no Havaí.
De acordo com a equipe internacional por trás da descoberta, liderada pela Universidade de Yale e a Universidade da Califórnia, essa é a galáxia mais distante já medida. Esta nova galáxia supera a detentora do recorde anterior, z8_GND_5296.
Em 13,1 bilhões de anos-luz de distância, EGS-zs8-1 teria surgido apenas 670.000 mil anos após o Big Bang. Nesse tempo, ele conseguiu construir mais de 15% da massa da nossa Via Láctea atual”, disse Pascal Oesch, um astrônomo de Yale e principal autor do estudo, publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Poucas galáxias possuem suas distâncias precisamente calculadas. "Cada confirmação acrescenta outra peça do quebra-cabeça de como as primeiras gerações de galáxias se formaram no início do Universo", disse o professor Pieter van Dokkum, presidente do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale, segundo autor do estudo. "Só os maiores telescópios são poderosos o suficiente para chegar a estas grandes distâncias”, completou.
As novas observações colocam EGS-zs8-1 em um momento em que o Universo passava por uma mudança importante. O hidrogênio entre as galáxias passou pela transição de um estado neutro para um estado ionizado. "Parece que as jovens estrelas nessas galáxias antigas, como a EGS-zs8-1, foram os principais fatores para essa transição, denominada reionização", disse Rychard Bouwens, do Observatório de Leiden, coautor do estudo.
Outra questão observada, é que as galáxias maciças já existiam no início da história do Universo, mas essas galáxias tiveram propriedades físicas muito diferentes das analisadas na atualidade.
Os astrônomos têm, agora, fortes evidências de que as cores peculiares de galáxias antigas, visto nas imagens da Spitzer, são originárias de uma rápida formação de novas estrelas maciças que realizaram interação com o gás primordial nestas galáxias.
É improvável que esta galáxia irá carregar o título de "mais distante" por muito tempo. O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa, deve ser lançado em 2018, sendo capaz de observar um período ainda mais distante da história do Universo, jamais visto anteriormente.
Além disso, o telescópio será capaz de “dissecar” a luz da EGS-zs8-1, fornecendo os astrônomos com ‘insights’ mais detalhados de suas propriedades de gás.
"Nossas observações atuais indicam que, no futuro, será muito fácil medir distâncias precisas destas galáxias extremamente longínquas, com o Telescópio Espacial James Webb", disse Garth Illingworth, coautor da Universidade da Califórnia. "O resultado das próximas medições do JWST irá fornecer uma imagem muito mais completa da formação de galáxias no surgimento cósmico", finalizou.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Descoberto Buraco negro monstruoso, 12 bilhões de vezes maior que o nosso Sol



Nas profundezas do universo, pesquisadores da Universidade de Pequim descobriram um jovem e monstruoso buraco negro supermassivo, estimado em 12 bilhões de vezes a massa do nosso Sol, sendo um dos maiores já registrados.


Usando dados do Sloan Digital Sky Survey, Micron All Sky-Survey, e Wide-field Infrared Survey Explorer, o incrível corpo foi encontrado, tendo seu tamanho medido através da luminosidade em torno dele. Graças a sua imensa gravidade, os buracos negros estão, constantemente, sugando gases e outros materiais de suas proximidades. Este processo aquece o gás de tal forma, que emite energia intensa e radiação térmica incrivelmente brilhante.
Esta energia luminosa é conhecido como um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source, ou fonte de rádio quase-estelar), e pode conter muitas pistas sobre o interior do buraco negro. "Usando espectroscopia, detectamos a emissão de luz em torno de buracos negros, então usamos as propriedades deste gás e de sua distância para estimar a massa do buraco negro", explicou Xue Wu-Bing, o principal pesquisador do estudo, à revista Popular Science.
Este gigante talvez não seja apenas um dos maiores buracos negros supermassivos já encontrados, como também a maior descoberta sobre início do universo. Acredita-se que este buraco negro exista a 12,8 bilhões de anos-luz de distância da Terra, ou seja, a luz que nós estamos vendo em seu entorno é relativamente jovem, possuindo apenas 900 milhões de anos. (Isso também significa que não há nenhuma chance dele engolir a Terra, caso você esteja preocupado). Acredita-se que o Big Bang tenha ocorrido 13,8 bilhões de anos atrás.



Dada a forma deste buraco negro, sua imensa massa é surpreendente para os cientistas. Isso significa que o buraco negro tenha crescido constantemente a uma taxa muito alta, logo após o Big Bang, algo considerado muito raro, nessas proporções.
"As pessoas assumem que há uma taxa de crescimento rápida para estes buracos negros, mas a energia liberada pelo buraco negro, muitas vezes, interrompe o fluxo de material novo. Por isso ele não cresce tão rápido ao longo de sua vida útil", disse Bram Venemans, astrônomo do Instituto Max Planck, que escreveu um comentário sobre a pesquisa.
"Mas esse buraco negro deve ter crescido perto de uma taxa máxima para a maioria de seu tempo de vida, sem interrupção causada pela produção de energia. Ainda está além dos limites do que é possível. É surpreendente que isso tenha acontecido de forma tão eficiente por um longo tempo",acrescentou Venemans.

Descoberto o planeta com possibilidade de sustentar vida humana

Os astrônomos acreditam que sinais misteriosos - anteriormente rejeitados por explosões estelares - estejam vindo de um planeta semelhante à Terra.

O planeta Gliese 581d tem condições capazes de sustentar vida, e é provável que seja um mundo rochoso com o dobro do tamanho da Terra. Os sinais do planeta foram, inicialmente, descobertos em 2010, mas no ano passado foram identificados oscilações em estrelas distantes, o que confundiu os astrônomos. Hoje, sabe-se que estes "sinais" vieram do próprio planeta e não das estrelas próximas.
Agora, um novo estudo afirma que a pesquisa de 2014 foi baseada em "análises inadequadas de dados” e que Gliese 581d não existe.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, disseram que o Gliese 581d - e seu companheiro Gliese 581g - eram simplesmente um truque de luz causado por rajadas magnéticas de uma estrela localizada a 22 anos-luz de distância.
A nova pesquisa britânica, no entanto, argumenta que o método utilizado pela equipe de Pensilvânia era adequado apenas para grandes planetas, podendo perder os pequenos, como GJ 581d. O estudo, realizado pela Queen Mary University, em Londres, e a Universidade de Hertfordshire, afirma usar um modelo mais preciso sobre os dados existentes.
"A existência (ou não) de GJ 581d é significativa porque foi o primeiro planeta semelhante à Terra descoberto na chamada ‘zona habitável’, em torno de outra estrela, sendo um caso de referência para a técnica Doppler", disse o principal autor, o Dr. Guillem Anglada-Escudé.
"Há sempre discussões entre os cientistas sobre as formas de interpretar os dados, mas estou confiante de que GJ 581d esteja na órbita de Gliese 581 durante todo este tempo. Em qualquer caso, a força de sua declaração era muito forte. Se a sua maneira de tratar os dados estava certa, então alguns projetos de pesquisa planetária, em vários observatórios terrestres, teriam de ser significativamente revistos com o objetivo de detectar planetas ainda menores”, relatou.

Acredita-se que GJ 581d seja o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, na zona habitável em torno de sua estrela - uma área nem muito quente, nem muito fria para a vida. Para encontrar Gliese 581d, astrônomos da Universidade da Califórnia observaram originalmente, mudanças sutis na luz, causadas pela gravidade de um planeta orbitando para trás e para frente da estrela. A força do empuxo, acreditavam eles, mostrou-lhes que o planeta possuía cerca de três vezes a massa da Terra.
Na época, a descoberta de planetas semelhantes à Terra em torno de Gliese 581 chamou a atenção do público. O canal de documentários RDF e o site da rede social Bebo, usaram um telescópio de rádio na Ucrânia para enviar um poderoso feixe focalizado de informações - 500 mensagens do público sob a forma de ondas de rádio - para Gliese 581. O ministro da ciência, na Austrália, convocou 20.000 usuários do Twitter para enviar mensagens para o sistema solar distante, baseando-se nas descobertas.
O veredicto é de que Gliese 581d existe, ao contrário do que foi questionado. Rumores na época coloram em dúvida os cálculos e análises dos astrônomos responsáveis por sua descoberta, mas as análises atuais provaram que eles estavam certos.
Gliese 581d é uma esperança, mesmo que mínima, de um dia o ser humano fugir da Terra e povoar outros ‘mundos’, em busca da perpetuação da espécie e sobrevivência.

Fonte: http://www.jornalciencia.com

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Astrofotógrafo polonês divulga imagens em alta resolução da Lua




Na semana passada, o fotógrafo amador polonês, Bartosz Wojczyński, combinou 32.000 imagens de sua câmera para criar uma foto de altíssima resolução da Lua.


Foram necessários apenas 28 minutos para que todas as fotos fossem registradas, em sua varanda, em Piekary Śląskie. Porém, o tamanho total do arquivo das fotos era de incríveis 73,5 gigabytes. Wojczyński gasto quase 6 horas para combinar as imagens.


Fotografar a Lua é uma arte antiga. John William Draper foi a primeira pessoa que tirou uma foto da lua cheia, há 175 anos.






Enquanto Wojczyński gastou 3.500 dólares em seu equipamento, Draper usou uma câmera daguerreótipo (aquelas com caixas grandes, tradicionais em filmes antigos) simples para capturar o astro. Você pode comparar a foto de Draper com a foto deWojczyński para ver o quão longe nós conseguimos chegar.

Fonte: BoredPanda Foto: Reprodução