quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem maior sistema solar do universo

Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.
“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana.

Planeta: ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã
Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140.
Publicidade
Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.
Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.
Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.

Sedna: O nono Planeta

As raízes da descoberta de Brown e Batygin vêm de outro objeto distante do sistema solar encontrado por Brown. Sedna é um objeto estranho em uma órbita curiosa, que não condiz com o comportamento de outros objetos distantes (incluindo Plutão) no que é chamado de Cinturão de Kuiper. Quando os astrônomos Chad Trujillo e Scott Sheppard descobriram um segundo objeto semelhante à Sedna em uma órbita estranha, Brown e Batygin ficaram desconfiados.
Aparentemente os seis objetos mais proeminentes nas partes mais distantes do sistema solar têm órbitas que apontam para a mesma direção e se aproximam do sol em locais muito similares. As chances disso acontecer apenas pelo acaso foram estimadas por Batygin como sendo astronômicas. De repente, os cientistas — que haviam dado início ao processo com o objetivo de provar que não existia um grande planeta ainda não descoberto em nosso sistema solar — começaram a pensar se esta hipótese realmente seria verdade. Quando eles descobriram que suas projeções para o Planeta Nove eram capazes de prever com precisão a existência de alguns outros objetos estranhos e distantes no sistema solar, as coisas começaram a fazer mais sentido.

A órbita excêntrica do Planeta Nove. (Imagem: Caltech/R. Hurt (IPAC)

Ainda assim, sem uma evidência visual, o Planeta Nove se mantém como uma teoria — e muitos astrônomos se mantêm céticos. Scott Sheppard disse ao Washington Post que dá 60% de chance de que ele seja real. A revista Scientific American afirma que o cientista planetário Hal Levison expressou um grande ceticismo: “Eu já vi muitas, muitas alegações na minha carreira, e todas elas estavam erradas.” Brown está (como esperado) mais confiante em relação à descoberta, estimando suas chances em 90%. E o teórico Alessandro Morbidelli se mostrou muito entusiasmado, dizendo ao New York Times: “Eu apostaria dinheiro nisso. Apostaria U$10.000.”

Mas ele é realmente um planeta?

Dado o status único de Brown como o assassino de Plutão, vale a pena considerar se um objeto tão estranho e tão longe do sistema solar poderia se encaixar na nossa definição atual de planeta. Brown defendeu sua tese em seu próprio website: “Não importa onde ele está, a única coisa que nós sabemos ao certo sobre o Planeta Nove é que ele está dominando a borda externa do sistema solar,” ele escreveu. “Isso é suficiente para transformá-lo em um planeta pelos cálculos de qualquer um.”
Se o Planeta Nove realmente existe, como ele é? Ainda não se sabe. Brown sugeriu que ele pode ter um núcleo de pedras e gelo com uma atmosfera leve, ou pode ser mais como Urano ou Netuno, um núcleo de pedras com uma camada de gases maior ao seu redor.
Mesmo se o Planeta Nove for observado em breve, vai demorar para que saibamos mais sobre ele. Sua localização é tão longínqua que provavelmente levaríamos décadas para considerar a possibilidade de enviar uma sonda para explorá-lo. (Vale lembrar que acabamos de visitar Plutão com a aeronave New Horizons — uma missão que levou quase uma década para chegar ao seu destino final, e este novo planeta está muito mais distante do que o ex-planeta do nosso sistema.) Como sempre, cada nova descoberta apresenta diversas novas perguntas aos astrônomos.

Fonte:Jason Snell | yahoo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Evidências de que existe um nono planeta no sistema solar

(Imagem: Caltech/R. Hurt (IPAC))

Uma década atrás, Mike Brown ajudou a alterar a classificação de Plutão de “planeta” para “planeta anão.” Agora, o astrônomo e um dos seus colegas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, podem ter encontrado um novo planeta orbitando em nosso sistema solar. Ele seria dramaticamente maior do que Plutão, e estaria muito mais longe do que ele.

Conforme informações do próprio Brown e de seu colega astrônomo Konstantin Batygin divulgadas na quarta-feira no Astronomical Journal, este novo planeta teria aproximadamente 10 vezes o tamanho da Terra, e demoraria cerca de 20 mil anos para realizar uma única órbita ao redor do sol. Seu tamanho estimado — entre o tamanho da Terra e de Netuno — é diferente do de qualquer outro corpo em nosso sistema solar, mas corresponde ao tamanho mais comum de planetas encontrados em outros sistemas.
Os astrônomos têm caçado um “Planeta X” ainda não descoberto há quase dois séculos, geralmente sem sucesso. A exceção: a presença de Netuno em nosso sistema solar foi prevista através da observação de irregularidades na órbita de Urano — e depois confirmada por meio da observação usando telescópios. A descoberta de Brown e Batygin é similar, pois os cálculos matemáticos sugerem fortemente que há um planeta maior fazendo uma órbita estranha depois de Plutão. Mas até que alguém realmente possa vê-lo com um telescópio, tudo não passa de uma teoria.
Até recentemente, a sabedoria popular acreditava que tínhamos terminado de encontrar grandes objetos em nosso sistema solar. Em 2006, quanto Plutão perdeu sua condição de planeta, Brown afirma ter dito a muitas pessoas, “É isso. É o fim dos planetas. Temos oito neste sistema solar e isso terá que ser o suficiente.” Uma pesquisa feita pelo satélite Widefield Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, essencialmente provou que não poderia haver nada com tamanho igual ou maior do que o de Saturno localizado mais além de Plutão.
O “Planeta Nove” teórico de Batygin e Brown — os cientistas até criaram um website em findplanetnine.com — está abaixo do limite de tamanho da WISE, já que é menor que Netuno. Como ele estaria muito longe do sol, há pouquíssima luz e calor, fazendo com que seja extraordinariamente difícil detectar objetos menores. A busca já está sendo realizada em telescópios posicionados no mundo inteiro, mas é como procurar uma agulha no palheiro, e no escuro. Brown e Batygin estão usando o telescópio Subaru, no Havaí, Estados Unidos, paraprocurar o objeto, mas pode ser que eles demorem até cinco anos para encontrá-lo.
Fonte:Jason Snell | yahoo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Como é possivél descobrir estrutura gigante e invisível no espaço?

Astrônomos acreditam ter encontrado estruturas gigantes e "invisíveis" na Via Láctea.
O estudo, da Organização para a Investigação Industrial e Científica da Commonwealth da Austrália (Csiro), as descreve como objetos em forma de macarrão ou folhas e teriam o tamanho aproximado da órbita da Terra em torno do Sol.
Esses objetos ficam "invisíveis" num primeiro momento, por que não refletem a luz, ou seja, passam despercebidos quando observa. Segundo os cientistas, isso sugere que eles sejam desprovidos de poeira ou outro material mais sólido.
Espaço: Foto de estrelas tirada do observatório La Silla, no Chile

O estudo, publicado na Revista Science, diz ainda que as estruturas parecem ser grandes aglomerações de algum tipo de material, possivelmente nuvens de gás frio, geralmente encontradas entre as estrelas. O interessante é que a descoberta pode ajudar a explicar onde está um grupo da matéria que "desapareceu" do universo, conhecido como o problema de Baryon.
Os cientistas descobriram também a velocidade das estruturas. Elas estão se movendo a cerca de 50 quilômetros por segundo através do meio interestelar. Além disso, estão a 3.000 anos-luz de distância - ou 1.000 vezes mais longe do que a estrela mais próxima de nós.
Os astrônomos perceberam os primeiros sinais da existência desses objetos misteriosos 30 anos atrás, mas os episódios foram tão difíceis de encontrar que os pesquisadores tinham desistido de procurar por eles.
De onde elas vêm e quantos anos têm, no entanto, ainda é um mistério. "Tudo isso ainda é uma teoria", diz o autor do estudo, Keith Bannister. "Mas pode haver milhares de objetos como esses na galáxia", completa.
Fonte: Exame

Nova Teoria Sobre Buracos Negros | Stephen Hawking


Stephen Hawking
O físico Stephen Hawking publicou uma nova teoria, elaborada na Universidade de Cambridge com os colegas Malcolm Perry e Andrew Strominger.
Ela diz que, quando uma partícula carregada é sugada por um buraco negro, sua informação deixa um rastro, uma impressão para trás. As informações estariam fora, e não dentro do buraco.
Isso resolveria um paradoxo que há muito estudado. Mas, para entender a proposta de fato, são necessárias algumas explicações:
De acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein, toda informação que cruza o limite de um buraco negro -o horizonte de eventos-, é perdida para sempre.
Nem a luz é recuperada. Então, qualquer informação de o que quer que seja que um buraco negro tenha consumido, fica perdida.
Hawking propôs, há mais de 40 anos, que o Universo é repleto de "partículas virtuais", que se aniquilam quando entram em contato.
A exceção é quando elas aparecem em ambos os lados do horizonte de eventos de um buraco negro. Nesse caso, como explica o cientista Devin Powell, uma partícula é engolida e a outra irradia para o espaço.
"A radiação que escapa rouba energia do buraco negro enquanto ela se afasta, de modo que o buraco negro perca massa ao longo do tempo. Ele eventualmente evapora para fora da existência. De acordo com os cálculos de Hawking, a radiação persistente -o único vestígio que um buraco negro desapareceu- não contém informação útil sobre como o buraco negro foi formado e o que ele engoliu", explica Powell.

O paradoxo está aí: de acordo com a proposta de Hawking, a informação se perde para sempre, o que vai contra a mecânica quântica que afirma que a informação nunca é perdida.
Agora que você entendeu o paradoxo, vamos passar para a parte do cabelo.
Os cabelos seriam deformações que podem existir ao redor do horizonte de eventos de um buraco negro, na forma de uma super tradução.
Quando uma partícula carregada atravessa o limite de um buraco negro, sua informação seria "arrancada" e deixada de fora. A super tradução ocorre quando as informações recebidas agitam levemente o tecido do espaço-tempo.
Agitação que é suficiente para influenciar a radiação que está sendo emitida pelo buraco negro.
Quando as partículas carregadas são ejetadas da fronteira, elas carregam as informações do horizonte de eventos -as impressões- de volta para o Universo. E, assim, o paradoxo estaria resolvido.
A comunidade científica recebeu a novidade com ceticismo: muitos não acreditam que os tais cabelos existam de fato. Mas eles concordam que a pesquisa seja uma passo adiante para futuras explorações.
Fonte:Exame