sexta-feira, 22 de abril de 2016

9 Galáxias Anãs são Descobertas Orbitando a Via Láctea



Astrônomos analisaram dados de imagem do Dark Energy Survey para descobrir nove novos potenciais galáxias anãs que orbitam a nossa própria galáxia – é o maior número já descoberto de uma vez. Os resultados, publicados como dois estudos disponíveis no arXiv, podem ajudar a explicar alguns dos mistérios sobre a matéria escura, a substância invisível que mantém as galáxias juntas.
A matéria escura representa 25% de toda a matéria e energia do universo, e sua presença só é conhecida através de sua atração gravitacional. Galáxias anãs contém até 99% de matéria escura, deixando apenas 1% de matéria observável. Três das novas satélites são definitivamente galáxias anãs, e as outras poderiam ser galáxias anãs, mas elas também poderim ser aglomerados globulares. Estes são como galáxias anãs, exceto que eles não são mantidos em conjunto com a matéria escura.
Estas são as primeiras galáxias anãs a serem descobertas desde que dezenas foram vistas em 2005 e 2006 a partir do hemisfério norte. As nove novas satélites foram encontrados em um pequeno pedaço de céu do hemisfério sul, perto das galáxias irregulares Grande e Pequena Nuvem de Magalhães, as maiores [galáxias] anãs em órbita da Via Láctea. Estes novos objetos são cerca de um milhão de vezes menos massivos e um bilhão de vezes mais fracos do que a Via Láctea, que contém centenas de bilhões de estrelas. É por isso que tem sido tão difíceis de serem encontrados.
As distâncias variam de cerca de 95.000 anos-luz a 1,2 milhões de anos-luz da Terra. A mais próxima está localizada na constelação do Retículo a meio caminho das Nuvens de Magalhães, e está em vias de ser dilacerada pelas forças de maré. O mais distante dos objetos está na constelação de Eridanus à margem da Via Láctea, e que está prestes a ser atraída pela nossa galáxia.
“Estes resultados são muito intrigantes”, diz Wyn Evans, de Cambridge, em um comunicado à imprensa. “Talvez elas eram satélites que orbitavam as Nuvens de Magalhães e foram expulsas pela interação da Pequena e Grande Nuvem de Magalhães. Talvez elas fizessem parte de um grupo gigantesco de galáxias que, juntamente com as Nuvens de Magalhães, estão sendo atraídas em direção em nossa Via Láctea”.
Seis das nove galáxias recém-descobertas são rotuladas nesta imagem com as Nuvens de Magalhães e o Observatório de Paranal, no deserto do Atacama, no Chile. As outras três estão fora do campo de visão.
Dark Energy Survey, com sede no Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, procura fotografar o céu do hemisfério sul em detalhes sem precedentes usando sua Câmera de Matéria Escura de 570 megapixels. Montada em um telescópio no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, na Cordilheira dos Andes, no Chile, a câmera faz com que seja possível ver galáxias até 8 bilhões de anos-luz de distância. Estas novas descobertas foram feitas de forma independente por pesquisadores de Cambridge liderados por Sergey Koposov e uma equipe do Fermilab liderada por Alex Drlica-Wagner. [IFLScience]

Confirmação de Plasmas Tubulares Gigantes Flutuando sobre a Terra

Temos nos deparados com constantes teorias e descobertas sobre o universo e o mundo físico, abrimos a mente e para tal confiamos inteiramente nas descobertas da Física, Geologias...e outras Ciências. Temos nos deparados com constantes teorias e descobertas sobre o universo e o mundo físico, De frisar que ao longo dos temos cada descoberta surpreendente desafia anterior e a anterior desafia a posterior e assim vice versa.

hoje o retrato foca-se na descoberta de Cleo Loi estudante Australiana da Escola de Física na Universidade de Sydney, que confirma a existência de estruturas de plasma tubulares nas camadas interiores da magnetosfera em torno da Terra.

Loi é a principal autora desta pesquisa, feita como parte de sua tese de graduação premiada e publicada na revista Geophysical Research Letters.



“A descoberta das estruturas é importante porque elas causam distorções de sinal indesejadas que poderiam, como um exemplo, afetar nossos sistemas civis e militares de navegação por satélite.  Então, precisamos entendê-las “, disse ela.
A região do espaço em torno da Terra ocupada pelo seu campo magnético, chamada magnetosfera, é preenchida com plasma criado pela atmosfera sendo ionizado pela luz solar.
A camada mais interna da magnetosfera é a ionosfera, e acima disso está a plasmasfera. Elas são incorporadas com uma variedade de estruturas de plasma de forma estranha, incluindo os tubos.
“Nós medimos sua posição estando a cerca de 600 km acima do solo, na ionosfera superior, e elas parecem estar continuando para cima na plasmasfera. Isso é onde a atmosfera neutra termina, e nós estamos fazendo a transição para o plasma do espaço exterior”, disse Loi.
Usando a matriz Murchison Widefield, um radiotelescópio no deserto da Austrália Ocidental, Loi descobriu que podia mapear grandes áreas do céu e explorar os recursos de fotos rápidas da matriz para criar um filme – capturando eficientemente os movimentos em tempo real do plasma.

Loi foi premiada com o Prêmio 2015 da Sociedade Astronômica da Austrália por seu trabalho. [ScienceAlert]