domingo, 28 de junho de 2015

Galáxia a 13,1 bilhões de anos-luz

Astrônomos dizem ter encontrado a galáxia mais distante do Universo, chamada EGS-zs8-1, estando a 13,1 bilhões de anos-luz de distância.



O cálculo foi permitido porque a luz tomou essa quantidade de tempo para chegar até nós. Os especialistas estão considerando que, no momento da medição, o Universo tinha apenas cinco por cento de sua idade atual. A descoberta oferece uma rara oportunidade para ver como as galáxias começaram a tomar forma, quando o cosmos ainda eram muito jovens.
A galáxia já tinha sido encontrado pelos telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa, mas sua distância só foi confirmada agora, com a utilização do Observatório W.M. Keck, de 10 metros, no Havaí.
De acordo com a equipe internacional por trás da descoberta, liderada pela Universidade de Yale e a Universidade da Califórnia, essa é a galáxia mais distante já medida. Esta nova galáxia supera a detentora do recorde anterior, z8_GND_5296.
Em 13,1 bilhões de anos-luz de distância, EGS-zs8-1 teria surgido apenas 670.000 mil anos após o Big Bang. Nesse tempo, ele conseguiu construir mais de 15% da massa da nossa Via Láctea atual”, disse Pascal Oesch, um astrônomo de Yale e principal autor do estudo, publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Poucas galáxias possuem suas distâncias precisamente calculadas. "Cada confirmação acrescenta outra peça do quebra-cabeça de como as primeiras gerações de galáxias se formaram no início do Universo", disse o professor Pieter van Dokkum, presidente do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale, segundo autor do estudo. "Só os maiores telescópios são poderosos o suficiente para chegar a estas grandes distâncias”, completou.
As novas observações colocam EGS-zs8-1 em um momento em que o Universo passava por uma mudança importante. O hidrogênio entre as galáxias passou pela transição de um estado neutro para um estado ionizado. "Parece que as jovens estrelas nessas galáxias antigas, como a EGS-zs8-1, foram os principais fatores para essa transição, denominada reionização", disse Rychard Bouwens, do Observatório de Leiden, coautor do estudo.
Outra questão observada, é que as galáxias maciças já existiam no início da história do Universo, mas essas galáxias tiveram propriedades físicas muito diferentes das analisadas na atualidade.
Os astrônomos têm, agora, fortes evidências de que as cores peculiares de galáxias antigas, visto nas imagens da Spitzer, são originárias de uma rápida formação de novas estrelas maciças que realizaram interação com o gás primordial nestas galáxias.
É improvável que esta galáxia irá carregar o título de "mais distante" por muito tempo. O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa, deve ser lançado em 2018, sendo capaz de observar um período ainda mais distante da história do Universo, jamais visto anteriormente.
Além disso, o telescópio será capaz de “dissecar” a luz da EGS-zs8-1, fornecendo os astrônomos com ‘insights’ mais detalhados de suas propriedades de gás.
"Nossas observações atuais indicam que, no futuro, será muito fácil medir distâncias precisas destas galáxias extremamente longínquas, com o Telescópio Espacial James Webb", disse Garth Illingworth, coautor da Universidade da Califórnia. "O resultado das próximas medições do JWST irá fornecer uma imagem muito mais completa da formação de galáxias no surgimento cósmico", finalizou.

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