segunda-feira, 22 de junho de 2015

Rapaz aos15 anos, descobre um novo planeta a 1.000 anos-luz de distância da Terra







Com apenas 15 anos de idade, Tom Wagg descobriu aquilo que os astrônomos só começaram a investigar há 20 anos: um planeta distante da Terra, fora do nosso Sistema Solar.

Wagg é uma das pessoas mais jovens a detectar um planeta, de acordo com um comunicado de imprensa da Universidade de Keele, na Inglaterra, onde ele estava trabalhando ao realizar sua descoberta épica.
Na verdade, o novo planeta de Wagg se assemelha a alguns dos primeiros exoplanetas já identificados em meados dos anos 90, que pareciam completamente diferentes de tudo que os astrônomos já tinham visto e, na verdade, geraram uma revisão completa da forma como pensávamos que sistemas planetários se formavam.
O planeta recém descoberto pertence a uma classe de exoplanetas chamados “Júpiteres quentes”. Estes planetas são grandes como Júpiter, mas, ao contrário dele, orbitam muito próximos de sua estrela-mãe. Ainda mais perto do que a distância entre a Terra e o Sol. Em tais distâncias, estes exoplanetas podem alcançar temperaturas superiores a 1.000 °C.
O exoplaneta de Wagg está localizado em um sistema solar distante, dentro de nossa galáxia, a Via Láctea, a 1.000 anos-luz da Terra. Possui o mesmo tamanho de Júpiter, mas só leva dois dias para orbitar sua estrela. Em comparação, Júpiter leva 12 anos terrestres, ou 4.272 dias para orbitar o Sol.
Abaixo um esboço visionário do planeta de Wagg, que ainda precisa ter um nome atribuído:

É a combinação de tamanho e calor que faz esses tipos de exoplanetas serem relativamente fáceis de detectar com potentes telescópios, através de uma técnica comum. Esta técnica, que Wagg usou, consiste na avaliação da quantidade de luz que os exoplanetas bloqueiam, quando passam entre a Terra e a estrela hospedeira. Um exemplo da técnica pode ser verificado na gif de exemplo abaixo:

Desde 2009, o famoso telescópio espacial Kepler, da NASA, tem usado esta técnica para detectar milhares de potenciais exoplanetas em toda a Via Láctea, sendo mais de 1.000 confirmados.
No caso em questão, Wagg descobriu o exoplaneta através do projeto Wide Angle Search for Planets (WASP), que combina a capacidade de coletar a luz com pequenos telescópios em universidades espalhadas em todo o Reino Unido. Com estes telescópios, os cientistas que trabalham com WASP geram milhares de gráficos de luz das estrelas por toda a galáxia.
"O software WASP foi impressionante, permitindo-me a busca através de centenas de diferentes estrelas, procurando por aquelas que possuíam planetas", disse Wagg, no comunicado de imprensa da Universidade Keene.
Embora esta técnica seja popular ente os ‘caçadores de planetas’, não é a mais confiável, pois há uma série de outras razões para variações de intensidade da luz, como uma nuvem de gás, uma anã branca, ou uma falha na tecnologia. É por isso que foram necessários dois anos de estudos de acompanhamento para confirmar que o planeta de Wagg era, na verdade, um planeta real.
Atualmente, Wagg possui 17 anos de idade e tem planos para, em breve, frequentar a faculdade e estudar Física.

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