terça-feira, 30 de junho de 2015

Nave espacial Messenger, da NASA, detecta campo magnético de 4 bilhões de anos em Mercúrio



Usando dados obtidos a partir da já extinta nave espacial Messenger, da NASA, os cientistas mostraram que o campo magnético de Mercúrio poderia ter de 4 bilhões de anos, ultrapassando o da Terra em 400 milhões de anos.

Lançada em 2004, a sonda Messenger chegou à órbita de Mercúrio em 2011 e circulou o planeta por quatro anos, geralmente em altitudes variáveis entre 500 e 200 km. Depois de ficar sem combustível, a nave espacial terminou sua missão de 11 anos ao colidir com a superfície do planeta, em 30 de abril.
Porém, durante vários meses antes do trágico final, a sonda foi capaz de orbitar cada vez mais perto da superfície, registrando o solo rochoso de Mercúrio em detalhes sem precedentes, fornecendo uma nova visão sobre a história e evolução do planeta mais próximo de nosso Sol.
Agora, após a análise dos dados de uma série destas averiguações em baixa altitude - algumas a apenas 15 km do solo - os pesquisadores foram capazes de detectar vestígios de magnetização em antigas rochas na crosta, que eles dizem ser um sinal revelador de um campo magnético planetário, com cerca de 4 bilhões de anos.


Evidências de um campo magnético e de um grande núcleo rico em ferro em Mercúrio, foram descobertas pela primeira vez, pela sonda Mariner 10, da NASA, em seus três voos rasantes no planeta, realizados em 1974. Messenger confirmou a presença deste campo magnético e estimou sua data.
"Até esta observação, tudo o que nós sabíamos sobre a longevidade do campo magnético, ficou por conta da observação da missão Mariner 10",disse Catherine Johnson, geofísica planetária e principal autora do estudo, da Universidade de British Columbia, no Canadá. "Então, agora sabemos que havia um campo a cerca de quatro bilhões de anos, sobrepondo a interpretação mais simples, que seria a de que Mercúrio realmente teve um campo magnético”.
Gerado pelo movimento do líquido derretido dentro do profundo núcleo do planeta - processo conhecido como geodínamo - o campo magnético é semelhante ao da Terra, só que muito mais fraco. Agora, os cientistas acreditam que ele poderia ser alguns bilhões de anos mais velho, embora os dois planetas tenham se formado ao mesmo tempo, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás.
Para identificar os campos magnéticos fracos presentes na crosta de Mercúrio, Messenger teve que ignorar a interferência magnética a partir de uma gama de outras fontes, incluindo o próprio campo magnético global, e as interações entre este campo e ventos solares, que geram correntes eletromagnéticas.
As assinaturas magnéticas remanescentes foram detectadas em duas regiões ricas em crateras: a Suisei Planitia, e outra área marcada por grandes elevações, conhecida como Carnegie Rupes.
Segundo Stuart Gary, assim que os pesquisadores determinaram as datas das rochas magnetizadas. Uma área que está mais cheia de crateras tem sofrido mais impactos de asteroides e meteoros do que outras áreas, e por isso, é mais velha.
A missão Messenger já revelou muito sobre um dos nossos vizinhos mais próximos e, provavelmente, continuará revelando. "A missão foi planejada, originalmente, para durar um ano, ninguém esperava que ele fosse adiante. A ciência oriunda destas observações recentes é realmente interessante, e o que nós aprendemos sobre o campo magnético é apenas a primeira parte dela”, concluiu Johnson.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim



O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.
Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.
"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.
Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.
Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.


Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”,completou.
Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.
"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.
No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.
A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

domingo, 28 de junho de 2015

Galáxia a 13,1 bilhões de anos-luz

Astrônomos dizem ter encontrado a galáxia mais distante do Universo, chamada EGS-zs8-1, estando a 13,1 bilhões de anos-luz de distância.



O cálculo foi permitido porque a luz tomou essa quantidade de tempo para chegar até nós. Os especialistas estão considerando que, no momento da medição, o Universo tinha apenas cinco por cento de sua idade atual. A descoberta oferece uma rara oportunidade para ver como as galáxias começaram a tomar forma, quando o cosmos ainda eram muito jovens.
A galáxia já tinha sido encontrado pelos telescópios Hubble e Spitzer, da Nasa, mas sua distância só foi confirmada agora, com a utilização do Observatório W.M. Keck, de 10 metros, no Havaí.
De acordo com a equipe internacional por trás da descoberta, liderada pela Universidade de Yale e a Universidade da Califórnia, essa é a galáxia mais distante já medida. Esta nova galáxia supera a detentora do recorde anterior, z8_GND_5296.
Em 13,1 bilhões de anos-luz de distância, EGS-zs8-1 teria surgido apenas 670.000 mil anos após o Big Bang. Nesse tempo, ele conseguiu construir mais de 15% da massa da nossa Via Láctea atual”, disse Pascal Oesch, um astrônomo de Yale e principal autor do estudo, publicado na revista Astrophysical Journal Letters.

Poucas galáxias possuem suas distâncias precisamente calculadas. "Cada confirmação acrescenta outra peça do quebra-cabeça de como as primeiras gerações de galáxias se formaram no início do Universo", disse o professor Pieter van Dokkum, presidente do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale, segundo autor do estudo. "Só os maiores telescópios são poderosos o suficiente para chegar a estas grandes distâncias”, completou.
As novas observações colocam EGS-zs8-1 em um momento em que o Universo passava por uma mudança importante. O hidrogênio entre as galáxias passou pela transição de um estado neutro para um estado ionizado. "Parece que as jovens estrelas nessas galáxias antigas, como a EGS-zs8-1, foram os principais fatores para essa transição, denominada reionização", disse Rychard Bouwens, do Observatório de Leiden, coautor do estudo.
Outra questão observada, é que as galáxias maciças já existiam no início da história do Universo, mas essas galáxias tiveram propriedades físicas muito diferentes das analisadas na atualidade.
Os astrônomos têm, agora, fortes evidências de que as cores peculiares de galáxias antigas, visto nas imagens da Spitzer, são originárias de uma rápida formação de novas estrelas maciças que realizaram interação com o gás primordial nestas galáxias.
É improvável que esta galáxia irá carregar o título de "mais distante" por muito tempo. O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa, deve ser lançado em 2018, sendo capaz de observar um período ainda mais distante da história do Universo, jamais visto anteriormente.
Além disso, o telescópio será capaz de “dissecar” a luz da EGS-zs8-1, fornecendo os astrônomos com ‘insights’ mais detalhados de suas propriedades de gás.
"Nossas observações atuais indicam que, no futuro, será muito fácil medir distâncias precisas destas galáxias extremamente longínquas, com o Telescópio Espacial James Webb", disse Garth Illingworth, coautor da Universidade da Califórnia. "O resultado das próximas medições do JWST irá fornecer uma imagem muito mais completa da formação de galáxias no surgimento cósmico", finalizou.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Descoberto Buraco negro monstruoso, 12 bilhões de vezes maior que o nosso Sol



Nas profundezas do universo, pesquisadores da Universidade de Pequim descobriram um jovem e monstruoso buraco negro supermassivo, estimado em 12 bilhões de vezes a massa do nosso Sol, sendo um dos maiores já registrados.


Usando dados do Sloan Digital Sky Survey, Micron All Sky-Survey, e Wide-field Infrared Survey Explorer, o incrível corpo foi encontrado, tendo seu tamanho medido através da luminosidade em torno dele. Graças a sua imensa gravidade, os buracos negros estão, constantemente, sugando gases e outros materiais de suas proximidades. Este processo aquece o gás de tal forma, que emite energia intensa e radiação térmica incrivelmente brilhante.
Esta energia luminosa é conhecido como um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source, ou fonte de rádio quase-estelar), e pode conter muitas pistas sobre o interior do buraco negro. "Usando espectroscopia, detectamos a emissão de luz em torno de buracos negros, então usamos as propriedades deste gás e de sua distância para estimar a massa do buraco negro", explicou Xue Wu-Bing, o principal pesquisador do estudo, à revista Popular Science.
Este gigante talvez não seja apenas um dos maiores buracos negros supermassivos já encontrados, como também a maior descoberta sobre início do universo. Acredita-se que este buraco negro exista a 12,8 bilhões de anos-luz de distância da Terra, ou seja, a luz que nós estamos vendo em seu entorno é relativamente jovem, possuindo apenas 900 milhões de anos. (Isso também significa que não há nenhuma chance dele engolir a Terra, caso você esteja preocupado). Acredita-se que o Big Bang tenha ocorrido 13,8 bilhões de anos atrás.



Dada a forma deste buraco negro, sua imensa massa é surpreendente para os cientistas. Isso significa que o buraco negro tenha crescido constantemente a uma taxa muito alta, logo após o Big Bang, algo considerado muito raro, nessas proporções.
"As pessoas assumem que há uma taxa de crescimento rápida para estes buracos negros, mas a energia liberada pelo buraco negro, muitas vezes, interrompe o fluxo de material novo. Por isso ele não cresce tão rápido ao longo de sua vida útil", disse Bram Venemans, astrônomo do Instituto Max Planck, que escreveu um comentário sobre a pesquisa.
"Mas esse buraco negro deve ter crescido perto de uma taxa máxima para a maioria de seu tempo de vida, sem interrupção causada pela produção de energia. Ainda está além dos limites do que é possível. É surpreendente que isso tenha acontecido de forma tão eficiente por um longo tempo",acrescentou Venemans.

Descoberto o planeta com possibilidade de sustentar vida humana

Os astrônomos acreditam que sinais misteriosos - anteriormente rejeitados por explosões estelares - estejam vindo de um planeta semelhante à Terra.

O planeta Gliese 581d tem condições capazes de sustentar vida, e é provável que seja um mundo rochoso com o dobro do tamanho da Terra. Os sinais do planeta foram, inicialmente, descobertos em 2010, mas no ano passado foram identificados oscilações em estrelas distantes, o que confundiu os astrônomos. Hoje, sabe-se que estes "sinais" vieram do próprio planeta e não das estrelas próximas.
Agora, um novo estudo afirma que a pesquisa de 2014 foi baseada em "análises inadequadas de dados” e que Gliese 581d não existe.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, disseram que o Gliese 581d - e seu companheiro Gliese 581g - eram simplesmente um truque de luz causado por rajadas magnéticas de uma estrela localizada a 22 anos-luz de distância.
A nova pesquisa britânica, no entanto, argumenta que o método utilizado pela equipe de Pensilvânia era adequado apenas para grandes planetas, podendo perder os pequenos, como GJ 581d. O estudo, realizado pela Queen Mary University, em Londres, e a Universidade de Hertfordshire, afirma usar um modelo mais preciso sobre os dados existentes.
"A existência (ou não) de GJ 581d é significativa porque foi o primeiro planeta semelhante à Terra descoberto na chamada ‘zona habitável’, em torno de outra estrela, sendo um caso de referência para a técnica Doppler", disse o principal autor, o Dr. Guillem Anglada-Escudé.
"Há sempre discussões entre os cientistas sobre as formas de interpretar os dados, mas estou confiante de que GJ 581d esteja na órbita de Gliese 581 durante todo este tempo. Em qualquer caso, a força de sua declaração era muito forte. Se a sua maneira de tratar os dados estava certa, então alguns projetos de pesquisa planetária, em vários observatórios terrestres, teriam de ser significativamente revistos com o objetivo de detectar planetas ainda menores”, relatou.

Acredita-se que GJ 581d seja o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, na zona habitável em torno de sua estrela - uma área nem muito quente, nem muito fria para a vida. Para encontrar Gliese 581d, astrônomos da Universidade da Califórnia observaram originalmente, mudanças sutis na luz, causadas pela gravidade de um planeta orbitando para trás e para frente da estrela. A força do empuxo, acreditavam eles, mostrou-lhes que o planeta possuía cerca de três vezes a massa da Terra.
Na época, a descoberta de planetas semelhantes à Terra em torno de Gliese 581 chamou a atenção do público. O canal de documentários RDF e o site da rede social Bebo, usaram um telescópio de rádio na Ucrânia para enviar um poderoso feixe focalizado de informações - 500 mensagens do público sob a forma de ondas de rádio - para Gliese 581. O ministro da ciência, na Austrália, convocou 20.000 usuários do Twitter para enviar mensagens para o sistema solar distante, baseando-se nas descobertas.
O veredicto é de que Gliese 581d existe, ao contrário do que foi questionado. Rumores na época coloram em dúvida os cálculos e análises dos astrônomos responsáveis por sua descoberta, mas as análises atuais provaram que eles estavam certos.
Gliese 581d é uma esperança, mesmo que mínima, de um dia o ser humano fugir da Terra e povoar outros ‘mundos’, em busca da perpetuação da espécie e sobrevivência.

Fonte: http://www.jornalciencia.com

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Astrofotógrafo polonês divulga imagens em alta resolução da Lua




Na semana passada, o fotógrafo amador polonês, Bartosz Wojczyński, combinou 32.000 imagens de sua câmera para criar uma foto de altíssima resolução da Lua.


Foram necessários apenas 28 minutos para que todas as fotos fossem registradas, em sua varanda, em Piekary Śląskie. Porém, o tamanho total do arquivo das fotos era de incríveis 73,5 gigabytes. Wojczyński gasto quase 6 horas para combinar as imagens.


Fotografar a Lua é uma arte antiga. John William Draper foi a primeira pessoa que tirou uma foto da lua cheia, há 175 anos.






Enquanto Wojczyński gastou 3.500 dólares em seu equipamento, Draper usou uma câmera daguerreótipo (aquelas com caixas grandes, tradicionais em filmes antigos) simples para capturar o astro. Você pode comparar a foto de Draper com a foto deWojczyński para ver o quão longe nós conseguimos chegar.

Fonte: BoredPanda Foto: Reprodução

terça-feira, 23 de junho de 2015

Vida em Marte?




Os cientistas descobriram uma pista importante sobre a possível evidência de vida em Marte, depois de extraírem metano de rocha marciana.

Pesquisadores analisaram amostras de meteoritos oriundos de Marte e descobriram que seis meteoritos diferentes - representando a rocha vulcânica do planeta vermelho - continham metano. A descoberta é significativa, pois indica que o gás poderia ter sido usado como uma fonte de alimento de vida simples, por baixo da superfície de Marte, da mesma forma como acontece na Terra.
"Um dos mais excitantes desenvolvimentos na exploração de Marte tem sido a sugestão de metano na atmosfera marciana. Recentes e futuras missões feitas pela NASA e ESA, respectivamente, estão se atentando a isso. No entanto, ainda não se sabe de onde o metano vem, e até mesmo se ele realmente está lá”, disse John Parnell, da Universidade de Aberdeen, que liderou a pesquisa.
Sua pesquisa, no entanto, proporcionou uma forte indicação de que as rochas em Marte contêm, de fato, um grande reservatório de metano. As seis amostras de meteoritos de rocha vulcânica de Marte continham gases na mesma proporção e com a mesma composição isotópica da atmosfera marciana. Todas as amostras também continham metano, que foi medido pelo esmagamento das rochas, evidenciando o gás emergente através de um espectrômetro de massa. A equipe também examinou dois meteoritos não-marcianos que continham poucas quantidades de metano.
A descoberta sugere a possibilidade de que o metano possa ser usado como uma fonte de alimento pelas formas rudimentares de vida abaixo da superfície do planeta. Na Terra, os micróbios fazem isso em uma variedade de ambientes. "Embora não possamos dizer que esta descoberta é a prova da existência de vida em Marte, dá um forte incentivo para continuarmos procurando fontes de metano que poderiam suportar vida”, acrescentou Parnell.
A pesquisa também tem um outro significado. O metano é um ponto de partida para moléculas orgânicas complexas. "Nosso trabalho implica que, em muitos outros planetas vulcânicos rochosos, tanto em nossa galáxia quanto em outras, pode haver metano, o que poderia contribuir para os blocos de construção da vida", disse Parnell.
A descoberta foi feita como parte de um projeto de investigação conjunta realizada pela Universidade de Aberdeen, na Escócia, em colaboração com o Centro Escocês de Universidades de Pesquisa Ambiental, Universidade de Glasgow, além da Brock University e da Universidade de Western Ontario, ambas no Canadá.
Professor Nigel Blamey, da Universidade Brock, disse: "As medições que fizemos em amostras da Terra ao longo de muitos anos nos deu a confiança de que poderíamos obter esses dados importantes a partir destes pequenos pedaços de meteoritos oriundos de Marte. O método que usamos pode detectar quantidades extremamente pequenas de gases como o metano, e pretendemos expandir nossa pesquisa analisando mais meteoritos, no futuro”.
Sean McMahon, que estava envolvido na pesquisa desde quando trabalhava em Aberdeen, e hoje está na Universidade de Yale, nos EUA, acrescentou:"Mesmo que o metano marciano não alimente os micróbios diretamente, pode sinalizar a presença de um ambiente quente e úmido, quimicamente reativos, onde a vida poderia prosperar".
A pesquisa foi publicada na revista Nature Communications.

Quatro quasares raros em torno de buracos negros são encontrados





Uma nebulosa gigante do início do Universo atingiu o posto máximo de objetos raros.
Eles são conhecidos como quasares brilhantes, ostentando quatro deles em seu interior, em proximidade surpreendente um do outro. O primeiro quarteto de quasares conhecido encontra-se em uma nuvem de gás frio que poderia fornecer uma pista para a proximidade incomum dos objetos.
"Sistemas multi-quasares são extremamente raros, já que os próprios quasares são raros”, disse Joseph Hennawi, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha. “A distância média normal entre dois quasares é de cerca de 100 milhões de anos-luz, enquanto os quatro quasares estão cerca de 700.000 anos-luz um do outro. A probabilidade disso ocorrer é extremamente pequena, cerca de 1 em 10 milhões", revelou.
O centro de cada galáxia possui buracos negros supermassivos com milhões de vezes a massa do Sol. O material circundante do buraco negro viaja perto da velocidade da luz, emitindo uma grande quantidade de energia antes de ser consumido. Se a oferta é grande o suficiente, ele entra na fase quasar de sua evolução, afastando-se de sua galáxia-mãe para se tornar um dos objetos mais brilhantes do Universo.
Porém, a vida dos quasares são extremamente curtas. De acordo com Hennawi, um quasar brilha em algum lugar entre 10 e 100 milhões de anos na ‘vida’ de uma galáxia de 10 bilhões de anos. Isso faz com que os objetos sejam extremamente raros e difíceis de encontrar. A descoberta de quatro tão próximos veio como um choque.
Hennawi e seus colegas estavam estudando 29 quasares em busca de uma nebulosa de gás “fresco” de hidrogênio, conhecida como Nebulosas Lyman-α (Lyman-alfa), que circunda-nos. A luz brilhante de um quasar pode iluminar o gás em torno dele, ajudando os astrônomos a compreender melhor as propriedades do gás.
Com a seleção de um candidato provável, a equipe direcionou o telescópio Keck, no Havaí, sobre o objeto, e encontrou uma das maiores e mais brilhantes nebulosas Lyman-α já descobertas. Dentro da nuvem de gás, os pesquisadores identificaram os quatro quasares hermeticamente embalados.
Cerca de 500 mil quasares foram identificados até agora, mas os cientistas estudaram apenas cerca de uma centena de quasares binários. Dois sistemas quasares triplos foram encontrados, desde 2007. O sistema quádruplo é inédito.
A pesquisa foi publicada na revista Science.

Fonte: DailyMail e Space Foto: Reprodução / DailyMail

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Campo magnético da Terra está enfraquecendo 10 vezes mais rápido no Hemisfério Ocidental

Ao contrário do que os cientistas pensavam, a aceleração pode ser preocupante levando em conta a ameaça climática espacial.


 campo magnético da Terra, responsável por proteger o planeta da radiação cósmica, vem enfraquecendo em processo acelerado nos últimos seis meses. Os dados coletados dos satélites Swarm - constelação de três satélites idênticos que estão em órbita desde novembro de 2013 para medir o campo magnético da Terra -, pela Agência Espacial Europeia, indicaram pontos enfraquecidos no campo magnético. As primeiras imagens, em alta definição, revelam declínios consideráveis sobre o Hemisfério Ocidental.
No entanto, o campo tem reforçado em outras áreas desde janeiro, principalmente mais ao sul do Oceano Índico. Os cientistas não sabem ao certo o motivo do campo magnético estar enfraquecendo, mas uma das teorias de Rune Floberghagen, gerente de missão da Swarm, é que os pólos magnéticos estejam se alterando.
As últimas medições, feitas por magnetômetros a bordo dos três satélites Swarm, confirmam o movimento magnético ao Norte da Sibéria. “Essa ‘virada’ não é instantânea, levaria centenas, quisá alguns milhares de anos para acontecer. Já chegou a acontecer com certa frequência”, disse Floberghagen.
As alterações na força do campo magnético da Terra são normais, mas os satélites têm mostrado que ele está enfraquecendo mais rapidamente do que no passado.
Os cientistas estimam que o campo magnético fique cinco por cento mais fraco a cada século, mas agora eles acreditam que poderia estar diminuindo 10 vezes mais rápido. Isso significa que essa etapa de ‘movimentação’ poderia ocorrer 2000 anos antes do previsto, de acordo com especialistas que apresentaram as suas conclusões no Terceiro Encontro de Ciência da Swarm, na Dinamarca.
Graças aos sinais do campo magnético, e também de outras fontes, capturados pelos satélites do Centro Europeu de Operações da ‘ESA Satélites’ (SECOC), em Darmstadt, Alemanha, os cientistas terão uma ajuda a mais para resolver o mistério do comportamento do campo magnético do planeta.


"Nos próximos meses, os cientistas vão analisar os dados para desvendar as contribuições magnéticas provenientes de outras fontes, ou seja, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera", disse um porta-voz da ESA. "Isso irá proporcionar uma nova visão sobre muitos processos naturais, desde aqueles que acontecem nas profundezas de nosso planeta, à meteorologia espacial desencadeada pela atividade solar. Por sua vez, esta informação irá produzir uma melhor compreensão do por quê o campo magnético estar enfraquecendo.", concluiu.
Não há nenhuma evidência para sugerir que um campo magnético enfraquecido marcará o fim da vida na Terra como a conhecemos. Durante alterações anteriores estudadas, não houveram registros de extinções em massa ou evidência de danos da radiação. Porém, com a ameaça climática espacial, os pesquisadores acreditam que redes de energia e sistemas de comunicação poderiam sofrer sérios danos.
Além disso, animais que usam o campo magnético como meio de orientação, ficariam completamente confusos e poderiam morrer “sem saber para onde ir”.

A galáxia mais luminosa do Universo

Os cientistas da Nasa descobriram a galáxia mais brilhante conhecida no Universo, graças ao árduo trabalho realizado com o telescópio espacial Infrared Survey Explorer (WISE).

WISE tem ajudado os cientistas na compilação de imagens infravermelhas do cosmos desde 2009, e ao longo de sua missão, descobriu uma nova classe de objetos, tratando-se de galáxias infravermelhas extremamente luminosas, também conhecidas como ELIRGs. Estes são alguns dos sistemas mais luminosos do Universo.


Em um novo relatório publicado esta semana no The Astrophysical Journal, uma equipe internacional de astrônomos descreveu as 20 ELIRGs, incluindo uma mais brilhante do que qualquer outra encontrada antes. Chamada de WISE J224607.57-052635.0, esta galáxia deve ter um enorme buraco negro maciço em seu interior, sugere a equipe.
"Nós estamos observando uma fase muito intensa da evolução da galáxia",disse o principal autor do relatório, Chao-Wei Tsai, em um comunicado de imprensa. "Esta luz pode ser um vislumbre do principal surto de crescimento do buraco negro da galáxia".
Galáxias muitas vezes têm buracos negros supermassivos em seus núcleos. Eles carregam gás e matéria em um disco giratório em torno deles, aquecidos a milhões de graus, irradiando uma luz super brilhante de vários tipos. No entanto, esta luz é bloqueada pela poeira, que, em seguida, emite luz infravermelha ao ser aquecida. E é justamente isso que o radar infravermelho do WISE detectou.
O que ainda não está claro é por que os buracos negros que alimentam ELIRGs são tão grandes. Os pesquisadores descrevem três causas possíveis em seu relatório. Pode ser que os buracos negros sejam simplesmente maiores do que pensávamos ser possível desde o início, ou talvez esses buracos negros supermassivos foram se alimentando do gás mais rápido do que pensávamos ser teoricamente possível, dobrando ou até mesmo quebrando um princípio chamado de Limite de Eddington.
De acordo com esse limite, um buraco negro só pode devorar a matéria antes que a luz que é expulsa leve o "alimento" fora de alcance. Mas, se o limite for quebrado, um buraco negro poderia sair de seu controle. "Outra maneira de um buraco negro crescer tanto, é ele ter tido um frenesi constante, consumindo alimentos mais rápido do que normalmente pensávamos ser possível", disse Tsai no comunicado de imprensa. "Isso pode acontecer se o buraco negro não estiver girando tão rápido”.
Ou, os buracos negros em ELIRGs poderiam estar consumindo mais matéria ao longo de um período maior de tempo. "É como ganhar um concurso de comer cachorro-quente que dura bilhões de anos", explicou de forma didática o coautor do estudo, Andrew Blain.
A galáxia emite, incrivelmente, brilho equivalente a 300 trilhões de sóis!


Fonte: DailyMail e Space Foto: Reprodução / DailyMail

Oceanos semelhantes aos da Terra já pensaram?






A grande quantidade de água líquida na Terra, possivelmente oriunda de cometas e asteroides no início de sua formação, já foi dada como exclusiva de nosso planeta, por pesquisadores.


Agora, os cientistas dizem que oceanos como a Terra podem ser comuns no Universo, o que sugere que a vida também poderia ser mais abundante. A teoria é baseada em torno de uma estrela distante, onde grandes quantidades de água foram encontradas em sua atmosfera.


A pesquisa, conduzida pela Universidade de Warwick, na Inglaterra, focou suas atenções em uma distante estrela anã branca, conhecida como SDSS J1242 + 5226, a 530 anos-luz de distância, na constelação de Ursa Maior.
Com base em leituras, acredita-se que a estrela possua cerca de 30 a 35 por cento da água encontrada nos oceanos da Terra. Os cientistas acreditam que a água chegou à estrela por um grande asteroide com 900 km de diâmetro.


As implicações consistem no fato de que os asteroides que carregam água, podem ser comuns. "Nossa pesquisa descobriu que, ao invés de ser único, asteroides ricos em água semelhantes aos encontrados em nosso sistema solar parecem ser frequentes", disse o astrônomo Robert Raddi, da Universidade de Warwick. "Assim, muitos planetas podem ter adquirido um volume de água comparável ao da Terra”.
A pesquisa também apoia a ideia de que a Terra era, inicialmente, seca, com seus oceanos sendo entregues por cometas ou asteroides ricos em água. Para chegar à sua conclusão, os cientistas usaram o telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias, para detectar uma grande quantidade de hidrogênio e oxigênio - os constituintes da água - na atmosfera da anã branca, o remanescente compacto de uma estrela semelhante ao Sol.
Oxigênio, que é um elemento relativamente pesado, irá decair ao longo do tempo, portanto, pouco tempo depois do longo evento de interrupção ele não será mais visível. Em contraste, o hidrogênio é o elemento mais leve; ele irá sempre permanecer flutuando perto da superfície da anã branca, onde ele pode ser facilmente detectado", disse o coautor do estudo, Boris Gänsicke, também da Universidade de Warwick
A água é considerada um pré-requisito essencial para a vida, assim como na Terra. Muitos planetas foram identificados ocupando órbitas 'habitáveis' ao redor de suas estrelas-mãe, onde as temperaturas são fracas o suficiente para a água existir na superfície. A quantidade é desconhecida, embora esta última teoria possa sugerir que a presença da água e da vida pode ser mais comum do que pensávamos.
Os resultados foram divulgado na revista Monthly Notices, da Royal Astronomical Society.

Fonte: DailyMail Foto: Divulgação